Marky Ramone, o ex-baterista da famosa banda punk Ramones, é uma figura lendária. Inspirado por nomes clássicos como Beatles, Jimmy Hendrix e The Who, Marky se juntou à formação da banda em 1978 e viu sua vida passar por uma mudança radical a partir de então.

Agora, ele traz os bastidores dos seus anos como baterista dos Ramones numa inusitada autobiografia chamada “Punk Rock Blitzkrieg: Minha Vida como um Ramone”. 

A vida Pré-Ramones

Antes de se tornar um Ramone, Marky era conhecido como Marc Bell, um adolescente cuja vida foi marcada por problemas na escola e abusos que o traumatizaram. Ainda nessa época ele chegou a gravar alguns discos e integrar bandas que acabaram se desmanchando.

Baterista nato e apaixonado desde criança, ele se juntou aos Ramones no início de sua vida adulta, após a saída de Tommy Ramone.

Alcoolismo e a vida como um Ramone

Marky Ramone não mede palavras para descrever sua árdua batalha contra o alcoolismo e relata histórias absurdas envolvendo seus problemas com a bebida, dentro e fora da banda.

Tendo sido expulso dos Ramones justamente por causa de seu vício, o baterista revelou que na gravação do álbum “Subterranean Jungle” ele chegou a esconder uma garrafa de vodca no estúdio para poder beber durante os intervalos.

Quando não tinha shows da banda, ele começava a beber logo pela manhã e depois jogava dinheiro pela janela do seu apartamento apenas para observar as pessoas desesperadas tentando agarrá-las primeiro. Ele também chegou a entrar com o carro dentro de uma loja de móveis totalmente embriagado e colocou o cachorro de estimação de um amigo no freezer. 

Atualmente, ele se diz 100% recuperado. Ele reconhece que todos precisam de um happy hour, mas alerta a nova geração que é preciso sempre beber com moderação. 

Revelações sobre os companheiros de banda

Johnny Ramone

O guitarrista da banda, Johnny Ramone, é citado no livro como um tremendo racista. Além de bater em sua namorada, ele chamava negros, porto-riquenhos e asiáticos de “macacos, cucarachos e chineses de merda” e fazia piadas constantes sobre eles.

Joey Ramone

O vocalista da banda, Joey Ramone, tinha TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e muitas vezes não aparecia no horário combinado pela manhã nas turnês. Ele tinha dificuldade de entrar e sair do banho e quando finalmente entrava, vinha a “torturante repetição”, provocada pelo transtorno: entrar e sair inúmeras vezes.

Dee Dee Ramone

O baixista Dee Dee Ramone teve um histórico um tanto quanto esquisito quando o assunto é mulheres. Um ano antes de entrar nos Ramones, ele morava com uma mulher violenta e stalker, que quando o encontrou na cama com Nancy Spungen, quebrou uma garrafa de cerveja vazia e enfiou o vidro na bunda de Dee Dee.

Marky Ramone também revelou que apesar do que dizia, Dee Dee nunca havia lutado na Guerra do Vietnã.

As vantagens de ser um Ramone

Por mais que descreva situações indelicadas e conturbadas sobre os Ramones, Marky também conta histórias engraçadas e curiosas sobre o grupo. Ele conta, por exemplo, que Dee Dee Ramone compôs a música “Pet Sematary” após uma rápida leitura do livro “O Cemitério”, no porão de Stephen King. 

Marky revela também que o grande produtor Phil Spector andava sempre armado, e ao contrário do que muita gente diz, ele nunca as apontou diretamente para os integrantes da banda, embora tenha — numa brincadeira — deixado armas em cima da mesa quando Johnny estava irritado por ter que repetir o mesmo acorde várias vezes. 

Marky Ramone é um cara notório. Atualmente, além de fazer shows em vários continentes, ele também comercializa produtos de gastronomia e faz seu nome ser lembrado em todos os cantos do mundo e um de seus produtos é brasileiro.  

Você já leu o livro? Conte pra gente qual história revelada por Marky Ramone você achou mais surpreendente.

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